Post escrito pelo parceiro Diego Pericles, de Caldas Novas-GO, com um breve histórico da região.
Em breve divulgaremos o primeiro croqui da série com as linhas do setor “Erci”. Aguardem!

 

A escalada em Caldas Novas-GO surgiu ainda de forma primária entre 1997-99 com os pioneiros: Cristofer Masetti, Flávia Masetti, Marcos R. Casalini, Paulo (Porró) e outros que compartilhavam da vibe da escalada, tendo como mentor Rogério Fernandes que, sem dúvida e com mérito, é um dos ancestrais da escalada em Goiás.

Primórdios...

Primórdios…

É sempre bom lembrar que aquisição de equipamentos de escalada no Brasil nesse período era extremamente difícil pelo fato de ainda não existir meios de comunicação e as informações que temos disponíveis atualmente. Não tínhamos acesso a quem fornecia esses equipamentos, utilizávamos freio oito na segurança, corda estática, kichute com cravos serrados, ralava-se giz escolar que tinha em sua composição carbonato de magnésio, cadeirinhas eram feitas de fitas de cintos de segurança de automóveis.

A primeira empresa a fornecer equipamentos de escalada no Brasil foi a SNAKE, sediada no Paraná. Tinha que se ficar meia hora pendurado no telefone fornecendo dados ate de seus bisavós para adquirir uma sapatilha de escalada segundo relatos de Cristofer, sem mencionar o prazo para entrega. Tudo ainda era meio rudimentar, mas na força de vontade, intuição e sem dúvida movidos pela paixão a escalada.

As primeiras conquistas: Os grampos colados na rocha foram uma nova funcionalidade encontrada para os aparadores e limitadores de porteiras, que tinham um formato de “U” e serravam uma das pernas para fixar na rocha (ainda hoje se encontram algumas grampeações desse tipo que por sinal são bem seguras) sendo a perfuração da rocha feita a mão (broca soldada em uma barra cilíndrica de aço encapada com uma manopla de bike) marreta, mangueirinha de chuveiro pra soprar e limpar o furo e muita disposição.

Os primeiros Boulders eram mandados apenas com uma lona na base, posteriormente começaram a encapar colchões velhos com lonas reutilizadas de descarte de outdoors (ecocrash). Ainda temos alguns e utilizamos esses ecocrashs. Dessa forma a escalada caldasnovense se desenvolveu a passos lentos, principalmente pelo fato da comunidade de escaladores local ser pequena, mas devagar e sempre seguiu até chegar a contemporaneidade, sendo repassada de forma popular, tendo como mentor e professor (mestre) “Cristofer masetti” a quem sou grato por me apresentar, ensinar e orientar sobre o mundo da escalada, que com dedicação, boa vontade e muita paciência formou uma comunidade escaladora, ainda que pequena: entorno de 12 escaladores, nem todos assíduos, mas a maioria ativa e em busca de evolução.

Através desta dedicação e trabalho em prol da escalada os picos diversificaram e expandiram em modalidade, grau e número, contando hoje com picos de:

Assim o esporte em Caldas Novas-GO se desenvolve em meio a uma escalada diversificada possibilitando a evolução, atualmente em ritmo mais acelerado em virtude do aumento relativo dos escaladores locais, equipamentos, técnicas, informações, acessibilidade e ferramentas modernas (revolução tecnocientífica informacional) e sem dúvida graças a maior integração social entre os grupos de escaladores de diversas regiões, tornando possível a troca de ideias e experiências, maior visão na divulgação de eventos e picos de escalada.

Agradecimentos a toda comunidade escaladora de Caldas Novas-GO em especial ao Cristofer Masetti, principal conquistador das vias e mentor da escalada na região.

Um abraço e boa escalada a todos os habitantes desse incrível mundo positivo verticalizado que vai negativando!